| Detalhes da Tecnologia |
| Tema Principal |
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Alimentação
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| Tema(s) Secundário(s) |
| Meio Ambiente
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| Problemas Apresentados |
| Na região de clima semi-árido – típica de 9 estados do Nordeste, além do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo - 980 mil quilômetros estão sujeitos à desertificação. Há diferentes causas para este fenômeno, quase todas associadas ao manejo inadequado da terra. Desmatamento, queimadas, irrigação mal conduzida, pastoreio excessivo, mineração e cultivo dependentes são algumas das práticas que proporcionam perda de recursos e redução da capacidade produtiva das terras.
Segundo o estudo Desafios para Águas Internacionais: avaliação regional em uma perspectiva global (divulgado em 2006 pelo Programa das Nações Unidas para o Estudo das Águas) são também as práticas agrícolas inadequadas e o desmatamento os responsáveis pelo aumento da erosão e da mobilização de sedimentos, resultando em altas concentrações de material suspenso nos cursos de água doce, aumentando a turbidez e o assoreamento. Foram identificados impactos moderados e severos nas regiões tropicais, como no Nordeste do Brasil.
Cerca de 2/3 dos solos desta região são constituídos de terras com restrições para o uso agrícola, situação agravada pela adoção de formas inadequadas de uso, que degradaram os solos, limitando a capacidade de absorção das águas pluviais, já escassas na maior parte do Nordeste. Os três fatores - degradação do solo, escassez dos recursos hídricos e utilização de técnicas agrícolas não apropriadas para o semi-árido - resultam em efeitos da seca agravados, a cada ano e o que se observa é a falência gradual de grande parcela da agricultura familiar, predominante na região.
Essa é a realidade dos municípios de Cafarnaum, Ourolândia e Umburanas (BA), localizados no centro-norte da Bahia, onde está a maior região produtora de mamona do Brasil (mais de 90% da produção nacional). A oleaginosa é produzida há mais de meio século por agricultores familiares, pois não é uma cultura que pode ser mecanizada, já que os frutos amadurecem em diferentes períodos exigindo colheita constante e seletiva. Mas desde os anos 70 - quando a chamada “Revolução Verde” marcou a modernização tecnológica na agricultura, com o uso intensivo de máquinas, implementos e insumos químicos - as práticas de cultivo tradicionais da agricultura familiar, que antigamente incluíam o plantio diversificado, foram sendo substituídas pela monocultura.
Tal prática gerou o empobrecimento dos solos até a degradação e conseqüente queda na produtividade. A maximização produtiva que caracteriza a agricultura "moderna” não leva em conta a preservação e melhoramento do meio ambiente e não assegura, no longo prazo, a continuidade da produção. As conseqüências para a maioria da população sertaneja são baixa qualidade de vida, desnutrição, crescimento da pobreza e do êxodo rural e desertificação de diversas áreas. O IDH (Ìndice de Desenvolvimento Humano) dos municípios da região estão entre os mais baixos da Bahia – Ourolândia (IDHM 0,542), Umburanas (IDHM 0,5527) e Cafarnaum (IDHM 0,5979).
Alguns dados sociais que refletem a realidade crítica da região semi-árida nordestina em relação ao restante do Brasil: cerca de 75% das crianças e adolescentes do semi-árido vivem em famílias cuja renda per capta é menor que meio salário mínimo. As crianças e adolescentes do semi-árido representam 30% entre as de menor renda do Brasil, 43% das que não possuem abastecimento de água adequado e 41% das que não têm geladeira. Segundo dados do Censo 2000 (IBGE), na faixa etária de 7 a 14 anos, 36,3% dos não-alfabetizados vivem no semi-árido. Na faixa etária de 12 a 17 anos, do total de não alfabetizados no Brasil, 43% estão no semi-árido. Segundo o relatório UNICEF sobre a Situação da Infância no Semi-árido, é 2,3 vezes maior a possibilidade de um adolescente ser analfabeto no semi-árido do que no Brasil.
Do ponto de vista físico, o sertão baiano tem como característica o clima semi-árido marcado por dois períodos: o longo e seco, denominado de verão, que dura de 7 a 9 meses, e o inverno, que corresponde a uma curta estação chuvosa. E além dessa seca anual, existe a seca periódica que pode durar 18 meses ou mais.
As chuvas são torrenciais e irregulares. A média pluviométrica em termos absolutos é de 550 mm anuais, mas o balanço hídrico é extremamente deficitário, principalmente em virtude da elevada evaporação. Os solos de maneira geral são rasos, pedregosos ou arenosos, com pH próximo de 6-7. A vegetação é a Caatinga, caracterizada por árvores e arbustos espinhosos, tortuosos, de pequeno porte, de folhas caducas e pequenas, dotadas de elevada resistência a seca.
Embora a seca seja a realidade, os agricultores plantam prioritariamente milho e feijão, culturas extremamente dependentes de chuva. Não armazenam forragens, não cultivam plantas adaptadas, a água não é acumulada, nem sempre são criados animais resistentes e utilizam tecnologia oriunda de clima úmido. A produtividade das culturas de subsistência é muito baixa e o índice de desnutrição da população é muito alto. A estrutura fundiária é arcaica e muitas vezes improdutiva e o modelo educacional é desvinculado da realidade ecológica e social. O crédito agrícola é caro, mal aplicado e mal orientado, no que diz respeito à tecnologia que deve ser financiada.
Com o propósito de reverter a falência gradual da agricultura familiar nestes municípios, prioritariamente agrícolas, o Instituto de Permacultura da Bahia vem desenvolvendo a tecnologia social da Policultura no Semi-Árido. Trata-se de um conjunto de práticas ambientalmente e economicamente sustentáveis, que reúnem o conhecimento empírico dos pequenos produtores e o conhecimento técnico baseado nos princípios da agroecologia e da permacultura (sistema de design e planejamento de assentamentos sustentáveis). São adaptadas às condições climáticas e ambientais do semi-árido e geram grande autonomia das suas unidades produtivas em relação à necessidade de recursos externos, além de produzir abundância de alimentos para o auto-consumo, para o consumo dos animais e também para a comercialização. |
| Solução Adotada |
| Desde 1999, o projeto desenvolve uma tecnologia socioambiental cujas bases estão enraizadas nos princípios da permacultura e da agroecologia: a implantação de policultivos em pequenas propriedades (hortaliças, grãos, leguminosas, frutíferas, árvores lenhosas, com a criação de abelhas nativas e animais para consumo e venda-galinhas, cabras, ovelhas, porcos).A elevação da biodiversidade agrícola é essencial para a sustentabilidade dos agroecossistemas, implantam-se campos de policultura, que além da mamona e feijão, tradicionalmente cultivados, acrescentaram pelo menos 10 espécies. Esses campos são compostos segundo as potencialidades do local e os princípios dos sistemas agroflorestais análogos, imitando os processos de sucessão natural de espécies, utilizando plantas de ciclos curto, médio e longo e de extratos baixo, médio e alto.
A intenção é criar agroecossistemas parecidos com o ecossistema natural e original da Caatinga. Não existe um modelo definido, pois se utilizam sementes locais e isso varia de comunidade para comunidade.
O tamanho dos campos é de 1000 m2, pois uma área pequena já é suficiente para que os agricultores compreendam a tecnologia, além de que os sistemas agroflorestais não necessitam de enormes áreas por ser uma tecnologia de “trabalho-intensivo”. O agricultor tem mais segurança ao utilizar uma área pequena, não comprometendo toda propriedade com um experimento Os campos são montados paralelamente aos campos tradicionais (onde são plantados exclusivamente mamona e feijão), para que possa haver o acompanhamento por parte dos agricultores.
O plantio é feito em mutirão para se atingir mais agricultores potenciais (vizinhos, parentes e amigos). Os capacitados tornam-se aptos a desenvolver a atividade agrícola de forma mais sustentável e integrada com a Natureza, contribuindo para a conservação dos recursos naturais, para sua segurança alimentar e conseqüente aumento da renda familiar.
Por meio de um processo participativo e construtivo de sensibilização e capacitação, os agricultores aprendem a manejar de modo adequado os recursos naturais, tornando-se parceiros da natureza. Os resultados positivos são percebidos: no período de estiagem, enquanto os campos tradicionais de cultura no semi-árido ficam secos, os campos de policultura, a partir do segundo ano, permanecem verdes e produtivos.
Os agricultores sentem-se realizados pelo trabalho investido em seus campos e deixam de se ver como vítimas da seca. A estrutura familiar é fortalecida, pois os jovens deixam de lado a idéia de migrar para os grandes centros, trabalhando nas propriedades familiares.
A organização comunitária também é estimulada, tanto para o plantio e manejo dos campos em mutirão, quanto para o beneficiamento e/ou processamento dos produtos e sua comercialização nos mercados locais.
O projeto procura adequar as inovações às circunstâncias e potencialidades dos agricultores, levando em consideração seu nível educacional, suas instituições, seu limitado acesso a insumos e serviços e os recursos disponíveis na propriedade, priorizando a geração de tecnologias de processo às de produto.
A policultura é um resgate da tradição antes sustentada pelos agricultores dessas regiões; é uma tecnologia simples, envolve espécies conhecidas e não utiliza insumos externos. Devido à diversidade de plantas e ao número grande de raízes, são abertos canais de aeração que contribuem para estruturação do solo, e o material produzido depositado sobre a superfície (cobertura seca e verde) impede que os raios solares incidam diretamente sobre esta: há um aumento significativo da umidade e da fertilidade, já que a matéria orgânica, ao se decompor, nutre a terra. A biodiversidade também reduz a ocorrência de plantas não desejadas, insetos e doenças.
O principal, é que grande parte das plantas cultivadas (como umbu, maniçoba, palma, sisal, feijão de porco), acumula água em suas raízes, caules ou folhas e garantem um solo mais úmido, sem necessidade de irrigação. Pode-se chamar os modelos agroflorestais implantados de sistemas de irrigação natural, pois garantem a diminuição da temperatura, reduzem a evapotranspiração, mantêm o solo úmido durante a estiagem e permitem o desenvolvimento saudável das culturas, garantindo que a produtividade aumente em até 60%.
É possível produzir sem necessidade de sistemas de irrigação e manter campos verdes e produtivos durante todo o ano, sem a necessidade de recursos de fora da propriedade. Com exceção das sementes de diferentes árvores nos primeiros anos (enquanto as plantas cultivadas ainda não produzem sementes), os recursos financeiros necessários resumem-se à assistência técnica e social. |
| Objetivos |
| Formar agricultores familiares para utilizarem, de maneira adequada, os recursos naturais do semi-árido, tornarem-se parceiros da natureza e desenvolverem sua própria agricultura de forma sustentável, resgatando a sua auto-estima, desgastada pelos anos de lutas e sofrimentos, fortalecendo a estrutura familiar e a organização comunitária. Com isso, pretende-se garantir a segurança alimentar das famílias agrícolas, diminuir o êxodo rural e combater a desertificação na região.
Objetivos específicos:
- Desenvolver sistemas diversificados de produção adaptados às condições agroecológicas e socioeconômicas das unidades familiares;
- Desenvolver práticas de manejo da água mais adequadas às condições edafoclimáticas regionais – captação, armazenamento e uso econômico da água;
- Desenvolver práticas agroecológicas voltadas para a redução da dependência externa da unidade, preservação ambiental e uso mais eficiente do espaço e dos recursos;
- Sensibilizar os agricultores para melhor aproveitamento e uso de fontes de resíduos orgânicos produzidos na unidade, para fazer os plantios no início do período chuvoso e para armazenar e conservar grãos e sementes;
- Incentivar a recuperação, valorização e seleção das sementes “crioulas” (resgate de germoplasma) mais adaptadas e a um custo bem menor para o agricultor;
- Desenvolver e adaptar máquinas, equipamentos e instalações simples e de baixo custo para as diversas operações de cultivo, criação e beneficiamento de produtos da agricultura familiar;
- Desenvolver e incentivar métodos de conservação de forragens e de alimentação dos rebanhos em épocas críticas.
- Garantir a segurança alimentar das famílias dos agricultores, colaborando para a redução da incidência de doenças e melhoria da qualidade de vida.
- Aumentar a renda familiar e combater a dependência econômica de recursos assistencialistas, garantindo maior autonomia e reduzindo o êxodo rural.
- Promover o empoderamento dos indivíduos envolvidos e das comunidades em que estão inseridos, por meio da capacitação para o associativismo e para a sustentabilidade das propriedades.
- Desenvolver um modelo prático de administração rural incentivando o melhor gerenciamento dos recursos e investimentos racionais;
- Estudar e desenvolver formas alternativas de financiamento que complementem ou fortaleçam os sistemas oficial e cooperativo de crédito;
- Identificar novas oportunidades de mercado e de estratégias e canais alternativos de comercialização. |
| Metas |
| Inicialmente, as metas estabelecidas foram:
1.Treinar e capacitar 200 famílias agrícolas em sistemas agroflorestais, em 3 anos;
2.Implantar e manejar, em forma de mutirão, 200 campos de policultura de 1000 metros quadrados cada, em propriedades distintas, em 4 anos;
3.Fomentar o aumento de produção diversificada, no prazo de 4 anos;
Após alcançar tais resultados, o projeto estabeleceu novas metas a serem cumpridas até 2009:
1.Desenvolver a formação de lideranças locais por meio do treinamento e capacitação de 35 agricultores monitores, no prazo de 2 anos.
2.Promover a independência dos agricultores em relação ao Projeto, por meio do desenvolvimento e aperfeiçoamento de suas unidades produtivas com técnicas simples e apropriadas que promovam a sustentabilidade.
3.Promover o associativismo e fortalecer as quatro associações de policultores formadas entre 2003 e 2006.
4.Aprofundar o processo de formação de 22 jovens rurais iniciado em 2005, para que protagonizem ações coletivas de desenvolvimento comunitário.
5.Incentivar a economia solidária e desenvolver novos mercados para garantir a comercialização justa dos produtos da policultura, minimizando o impacto negativo dos atravessadores na renda auferida pelos agricultores. |
| Resultados Alcançados |
| O número de agricultores familiares que aderiram espontaneamente à policultura passou de 40 para 748, ou seja, 4 mil pessoas diretamente envolvidas com o projeto, e após o levantamento de dados de produção constatou-se que os campos rendem em média 40% mais que a monocultura. Desde o primeiro ano de implantação, em 2000, o trabalho obteve destaque na parceria com um grupo de agricultores do município de Ourolândia (BA), que receberam apoio da equipe técnica do IPB, garantindo maior capacidade de análise, comparação, reflexão, interpretação, comunicação e pesquisa. Juntos, técnicos e agricultores reuniram conhecimentos científicos e tradicionais e desenvolveram uma alternativa para aumentar a eficiência no uso dos recursos disponíveis e minimizar os riscos econômicos. O projeto se estendeu para 66 comunidades em 4 municípios. Cerca de 700 propriedades rurais adotaram técnicas agrícolas mais sustentáveis; mais de 300 agricultores receberam formação técnica em policultura e se dizem aptos a trabalhar com o novo sistema; houve uma mudança da relação dos mesmos com a terra e com suas propriedades: maior respeito ao ambiente e eliminação de técnicas destrutivas como queimadas; Valorização das culturas da região; quase 80 mil árvores nativas e adaptadas foram plantadas ; houve diminuição do êxodo rural, com a valorização econômica da propriedade, à elevação da auto-estima dos agricultores e à valorização de suas atividades no campo; a produtividade geral das terras aumentou em pelo menos 20% e grande extensão de solos degradados foram recuperados; 20 agricultores receberam capacitação para serem líderes e mais 30 estão se formando e já começam a interagir nas comunidades; isso permite a continuidade do projeto quando a equipe técnica sair da região e o fortalecimento dos vínculos com a comunidade, além de garantir a reprodutibilidade das práticas de policultura; 40 jovens formados como agentes comunitários rurais e 22 trabalhando para o Projeto Policultura no Semi-Árido, contribuindo para o desenvolvimento local comunitário, sensibilizando as comunidades para as questões ambientais; os agricultores participantes do projeto criaram quatro Associações de Policultores em processo de fortalecimento, através de uma formação integrada de 24 meses em associativismo/ cooperativismo/ liderança e articulação política, que garante maior organização e amplia a possibilidade para elaboração de projetos e captação de recursos; as prefeituras vizinhas procuram a equipe do projeto solicitando a sua implementação em seus municípios devido aos bons resultados, o que implica na perspectiva concreta de reprodutibilidade e conseqüente aumento das áreas degradadas recuperadas. O Projeto recebeu o 1o lugar na categoria Atuação Responsável, no Prêmio Bahia Ambiental 2004, promovido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia; e 3º lugar na categoria Humanidade, no Prêmio Ambiental Von Martius 2004, da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha. Vencedor do Prêmio Melhores Práticas Ambientais do Nordeste, promovido pela Sociedade Nordestina de Ecologia, em 2006 finalista do Prêmio Objetivos do Milênio, organizado pelo PNUD, em 2005. A tecnologia social foi selecionada como um dos “50 jeitos brasileiros de mudar o mundo – O Brasil rumo aos objetivos de desenvode desenvolvimento do milênio”, pelo programa de Voluntariado da ONU. |
| Reaplicação |
| Reaplicação - Recursos Financeiros |
| Descrição |
Valor |
| R$ 2,5 milhões distribuídos em 7 anos (final de 1999 à metade de 2007), por meio de doações e convênios com os seguintes parceiros: BOM- Brasil Óleo de Mamona, Fundo Nacional do Meio Ambiente, Conab/PNUD, Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza da Bahia. |
R$ 2.500.000,00 |
| R$ 40,00/família/mês |
R$ 29.000,00 |
| Recursos humanos: 1 engenheiro agrônomo, 1 pedagoga, 1 técnico agrícola, 3 agricultores monitores, 4 agentes comunitários rurais, 2 comunicadores. Recursos materiais: 2 automóveis, 3 motocicletas, 2 pontos de apoio em municípios diferentes contendo, cada um: 2 bibliotecas, 5 computadores, 2 kg de sementes por família/ano, 2 kits de ferramentas. Recursos financeiros: R$ 2,5 milhões distribuídos em 7 anos (final de 1999 à metade de 2007), por meio de doações e convênios com os seguintes parceiros: BOM- Brasil Óleo de Mamona, Fundo Nacional do Meio Ambiente, Conab/PNUD, Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza da Bahia.
Valor mensal: 29 mil reais/748 famílias |
R$ 29.000,00 |
| Total: |
R$ 2.558.000,00 |
| Reaplicação - Recursos Humanos |
| Descrição |
Quantidade |
| 1 engenheiro agrônomo, 1 pedagoga, 1 técnico agrícola, 3 agricultores monitores, 4 agentes comunitários rurais, 2 comunicadores. |
12 |
| 1 engenheiro agrônomo, 1 pedagoga, 1 técnico agrícola, 3 agricultores monitores, 4 agentes comunitários rurais, 2 comunicadores. |
12 |
| Total: |
24 |
| Reaplicação - Recursos Materiais |
| Descrição |
Quantidade |
| 2 automóveis, 3 motocicletas, 2 pontos de apoio em municípios diferentes contendo, cada um: 2 bibliotecas, 5 computadores, 2 kg de sementes por família/ano, 2 kits de ferramentas (pá, enxada, enxadete, facão)
|
17 |
| Manutenção |
| Manutenção - Recursos Financeiros |
| Descrição |
Valor |
| R$ 2,5 milhões distribuídos em 7 anos (final de 1999 à metade de 2007), por meio de doações e convênios com os seguintes parceiros: BOM- Brasil Óleo de Mamona, Fundo Nacional do Meio Ambiente, Conab/PNUD, Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza da Bahia. |
R$ 2.500.000,00 |
| Total: |
R$ 2.500.000,00 |
| Público alvo |
| Descrição |
Quantidade |
| Agricultores familiares |
758 |
| OUTROS |
65 |
| Local de Implementação |
| UF |
Município |
Bairro/comunidade |
Implementação |
| BA |
CAFARNAUM |
QUEIMADA DO TIANO, LAGOA DO GADO, TIANA, ERVA CIDREIRA, LAPA CERCADA, MELANCIA, |
20/12/2000 |
| BA |
OUROLANDIA |
PRETO, CAMPO ALEGRE, CATARINA, CONQUISTA, DEMANDA, FEDERAL, GITIRANA, LAGOA BONI |
21/12/2000 |
| BA |
UMBURANAS |
: ACHADO DE TERRA NOVA, ALAGADIÇO, ALAZÃO, ALÇAPÃO, ANGICAL, AURORA, BARRIGUDA D |
20/01/2000 |
| Parceiros |
| Associação dos Policultores de Catarina |
| Associação dos Policultores de Tombador |
| Associação dos Policultores de Umburanas |
| Associação dos Policultores do Semi-Árido |
| BOM – Brasil Óleo de Mamona Ltda. |
| Both Ends (ong holandesa) |
| CONAB - Companhia Nacional de Abastecimento/PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento |
| Fundo Nacional do Meio Ambiente/Ministério do Meio Ambiente |
| Prefeitura Municipal de Cafarnaum |
| Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza da Bahia |
| Sindicato das Indústrias de Óleo Vegetal da Bahia |
| Mecanismos de Acompanhamento |
| Os agentes comunitários rurais visitam mensalmente cada família, verificam se estão tendo dificuldades para realizarem as práticas, dão apoio em caso de dúvidas e informam os técnicos agrícolas e agrônomos sobre as questões percebidas por meio de relatórios e em reuniões quinzenais. Cada técnico visita as famílias regularmente, mas a freqüência varia em função da maior ou menor necessidade que seja apresentada pelo agricultor para colocar em prática a policultura. São realizadas reuniões nas comunidades para tratar de temas como o uso na alimentação de espécies nativas do semi-árido (andu, umbu, caxixe, etc) e de espécies adaptadas (gergelim, feijão azuki, palma forrageira etc), plantio de árvores, uso dos recursos do semi-árido, entre outras. Todas as atividades são descritas e avaliadas pelos técnicos e facilitadores em relatórios mensais. |
| Forma de Transferência |
| Esta tecnologia social depende fundamentalmente da compreensão dos princípios agroecológicos de manejo do solo e uso dos recursos locais. Não há uma “receita”, mas sim a troca de conhecimentos dos técnicos com os agricultores para a construção da melhor solução possível em cada propriedade. Quando os agricultores se apropriam dos princípios, passam a não depender dos técnicos para encontrar soluções para os problemas que surgirem e aqueles que são mais experientes e passam pela formação como monitores conseguem transferir os mesmos princípios para seus vizinhos e até em outros ambientes com características distintas do seu. Os jovens formados como agentes comunitários rurais são também multiplicadores dos princípios, não somente entre os pequenos produtores mas também nas escolas, junto às crianças, jovens e professores. O fundamental da tecnologia é que os métodos de capacitação coletivos utilizados (oficinas práticas, dias de campo, mutirões de plantio e manejo, mutirões para coleta de sementes e para produção de mudas e viveiros) são reforçados individualmente por meio de visitas mensais dos agentes comunitários rurais e/ou dos técnicos agrícolas às unidades produtivas de cada família. |
| Arquivos Anexados |
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| Nome do Arquivo |
Descrição |
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